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domingo, 30 de junho de 2013
Os protestos e a reflexão.
O que causa os protestos?
Resposta: Vide foto acima. Os políticos estão refletindo e isso já é um primeiro passo...
sábado, 29 de junho de 2013
Conversa de duas amigas ao telefone.
Conversa de duas amigas ao telefone
Maria: E aí, amiga? Dançou muito
ontem?
Ana: Um pouco. Estava cansada.
Maria: Consertei meu carro.
Vamos juntas hoje?
Ana: Não dá... O Mário vem me
pegar hoje...
Maria: Mário? Quem é Mário?
Ana: Alguém que conheci ontem,
você não conhece.
Maria: Sem problema, podemos ir
todos juntos. Passo aí na tua casa. Ok?
Ana: O Mário é muito
reservado...
Um respeitável intervalo de
tempo...
Ana, prosseguindo: Maria, você é
minha amiga há muito tempo. Por favor, compreenda...
Maria: Sem problema, Ana. Eu não
sou boa companhia mesmo. Agora que arrumou namorado...
Ana, interrompendo: Não é nada
disso que você está pensando, estamos simplesmente nos conhecendo.
Maria: Tá... Vou acreditar que
você me descarta como se fosse lixo e não estão namorando. Faça-me o favor,
Ana...
Ana: Você está me compreendendo
mal, Maria. Eu preciso de intimidade com o Mário, conhecê-lo melhor, saber o
que ele pensa e gosta. Aí poderíamos ir juntos a todas as casas noturnas que
você quisesse...
Maria: Não seja irônica comigo,
Ana. Eu te conheço muito bem. Basta dizer que não quer ser mais minha amiga, eu
saberei entender. Rei morto, rei posto, não é?
Ana: Se fosse com você, Maria,
eu seria compreensiva. Eu tenho direito de tentar encontrar minha felicidade...
Maria: Entendi, amiga. Não serei
eu empecilho pra vocês. A propósito, não precisa me explicar nada: agora sei a
boa amiga que você é!
Novo intervalo...
Maria, continuando: Tive uma
ideia! Você vai ao carro do seu namorado e eu no meu, mas podemos ficar na
mesma mesa. Aí você me apresenta o Mário. Está bem assim pra você?
Ana: Não é que eu não queira sua
companhia, mas prefiro ficar a sós com Mario. Ainda estou conhecendo-o. Com o
tempo tudo fica mais fácil...
Maria: Tá bem, Ana. Mas você é bem
grandinha, sabe muito bem como os homens são. Quando levar um pé na bunda, não
me venha procurar pra chorar as mágoas. Tá?
Ana: Não precisa usar de
grosseria, Maria. Se você não consegue
entender, sinto muito, nada posso fazer.
Maria: Grossa é você. Tchau.
E desliga o telefone.
Rogerio Sansevero
domingo, 23 de junho de 2013
sexta-feira, 21 de junho de 2013
quinta-feira, 20 de junho de 2013
quarta-feira, 19 de junho de 2013
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Boa viagem.
Seu amor resumia-se
ao descompasso de seu coração, arrítmico, levando-o a perguntar onde se
encontrava o amor que julgara sentir um dia por seus pais, irmãos, mulher e
filhos... Desparecera, escondera-se ou tudo fora uma ilusão em que travestia
todo o seu egocentrismo em imagens românticas e poéticas?
O momento definitivo e inevitável, tão distante de todos, até
considerado uma irrealidade, ─ à espreita do derradeiro fluxo de sangue nos
vasos, veias e artérias ─ aproximava-se sorrateiro e inexorável na tarde que
desmaiava no horizonte emoldurado pela janela aberta do quarto.
Seu
coração saltava no peito agitado pela respiração, emprestando-lhe esperança na
continuidade da vida. Ao qual se agarrava tenazmente como se aquele corpo fosse
toda sua herança. Mas que corpo ─ refletia em alguma janela de consciência que
se abria eventualmente ─ se logo mais seria pasto de vermes, inútil,
repugnante, desaparecendo nas águas do tempo...
Pobre José, prisioneiro
de seu umbigo, definhava-se no leito, mergulhado na gélida atmosfera de terror
que o sufocava.
José,
José, cadê sua fé, aquela mesma cultivada em tantas manhãs dominicais na
paróquia local? Pense nos santos e anjos do paraíso ou pelo menos dê exemplo de
coragem, eternizando esses últimos momentos em gratas lembranças dos que o
assistem!
Não? Ainda prossegue
amando exclusivamente seu coração?
Pense então que a
vida é gratuita, que você nada fez para merecê-la, logo não lhe pertence...
Não? Ainda anseia
pela vida, por permanecer nesses sítios tão bem conhecidos?
José, logo mais se
abrirá pra você horizontes nunca antes sequer pressentidos em sua
incomensurável beleza, amplos em oportunidades reais de felicidade! A vida é
eterna. Então? Serenou seu espírito?
Se garanto?
Sim, José!
Não precisa agradecer-me,
José. Boa viagem e seja feliz...
Texto de Rogerio Sansevero.
terça-feira, 11 de junho de 2013
Para refletir...
Desejos
Quero voo rasante, alto mirante, ver adiante,
sonho amplidão, solidão, paixão,
e ao relento, o vento e o tempo...
quero atalho, orvalho, do céu um retalho...
Rogerio Sansevero
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Na ciranda da vida
Na ciranda do
circuito artístico da vida o ator era o mesmo,
único, mas se enfeitando dos personagens
tornava-se muitos, e era José, João, Tomé, Damião,
e tantos outros, em máscaras que se alternavam
tristes, alegres, indiferentes... Mas quando o ator se
despojava do disfarce roto e antigo, a pesada
cortina do palco se fechava e raiava a realidade
nua, na melodia da rua, em pleno dia, e era festa e
paz...
Rogerio Sansevero
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