Aposentei-me, e agora?
Nossos
avós se aposentavam cedo, mas também a sua vida média era bem menor que a dos
brasileiros da atualidade, beneficiados pelos avanços na Medicina, na produção
de alimentos e medicamentos, além de mais informação sobre Saúde.
Quem
chegava aos 60 anos, há bem pouco tempo atrás, era exceção e quase sempre era
um velhinho, na expressão da palavra, com quase nenhuma expectativa de viver
mais alguns anos. Hoje, aquele que chega a essa idade têm uma sobrevida de 25
anos em média, muito tempo, pouco mais de um terço de vida a mais.
O que nos perguntamos é o que fazer com esse tempo. Óbvio que descansar um pouco não
faz mal a ninguém, mas permanecer parado por tanto tempo vai trazer ao
indivíduo doenças degenerativas como o Mal de Parkinson, Alzheimer e demência,
importantes componentes de um grave quadro de saúde. Além da depressão. A
inércia, a monotonia, decorrentes do isolamento e do abandono a que muitos
idosos se vêm subordinados, os leva a uma sensação de inutilidade, a sentirem
que já morreram para a participação da vida social. É claro que tudo isso
compromete a saúde e a qualidade de vida dos idosos.
Como
driblar essa situação? A solução é uma segunda carreira, consequentemente uma
fonte de renda extra, um motivo para preencher o tempo com algo útil e uma
atividade prazerosa, pois nessa etapa da vida o indivíduo pode se dar ao luxo
de fazer o que gosta. Isso é fórmula para se manter saudável e independente até
o último dia de vida. E bem acompanhados, haja vista que Albert Einstein, Oscar
Niemeyer, Antônio Ermírio de Moraes, Cora Coralina, entre outros, trabalharam
pelo bem da Sociedade até os últimos dias de vida.
Finalmente,
é relevante lembrar que para a concretização dessa segunda carreira o idoso irá
contar com tempo — o que ele mais tem —, com a sua experiência de vida e com a
rede de contatos conquistada ao longo de longos anos no mercado de
trabalho.
Rogerio Sansevero
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